
Manter a nossa privacidade intacta aos olhos dos praticantes de voyeurismo que estao sempre de plantão, não é tarefa fácil, não nos dias de hoje. Câmeras, programas de rastreamento capazes de revelar tudo que fazemos, pessoas que não sabem ter limites na hora de fazer suas perguntas, perseguições.. Cada vez menores são as opções para preservarmos um pouquinho que deveria ser apenas nosso.
Sei o quanto posso parecer esquisita nesse primeiro parágrafo, não só porque ele faz parte de um blog que eu tento escrever o que penso/sinto, em um espaço em que me dispo de pudores, vergonhas, e descrevo letra após letra o que manda meu coração. Sem falar da minha página pessoal que está completa de descrições, comunidades, fotos e depoimentos que explicitam quem faz e quem não faz parte da minha vida. Mas será que isso é tudo?
Eu sou o que ninguém vê. Sou minhas conversas com Deus antes de dormir, meus pensamentos mirabolantes que só eu penso, meus sonhos surreais e, porque não meus pesadelos. Sou a menina escondida dentro de um apartamento, ouvindo música, cantando como se estivesse em um palco. Sou minha camisola com ursinhos no fim da noite, o bom humor logo no início do dia, meu jeito alegre e estranho de conversar com meus cachorrinhos. Sou as gargalhadas com minha melhor amiga que mora a 1.660km de mim, sou minha falta de vergonha ao dançar toda errada em uma festa.
Sou os cremes que lotam o meu armário dedicado à beleza e também a falta de vontade de ir para a academia. Sou a minha pouca intimidade com as tarefas domésticas. Sou a minha lerda mania de fixar os olhos em algum ponto e desligar do mundo. Sou o meu celular sempre descarregado e o MSN sempre ausente. Sou a minha dúvida constante. Sou o afastamento de colegas e afins que falam de mim e da minha maneira de me relacionar mais do que devem ou sabem. Sou minhas respostas, minhas contradições, meus medos, minhas angústias, meus sentimentos. Sou minha insônia do domingo para a segunda-feira.
Sou milhares de infinitos detalhes que seria incapaz de citar aqui, mas principalmente: sou minha ânsia em manter ocultas as minhas peculiaridades mais banaiManter a nossa privacidade intacta aos olhos dos praticantes de voyeurismo que estao sempre de plantão, não é tarefa fácil, não nos dias de hoje. Câmeras, programas de rastreamento capazes de revelar tudo que fazemos, pessoas que não sabem ter limites na hora de fazer suas perguntas, perseguições.. Cada vez menores são as opções para preservarmos um pouquinho que deveria ser apenas nosso.
Sei o quanto posso parecer esquisita nesse primeiro parágrafo, não só porque ele faz parte de um blog que eu tento escrever o que penso/sinto, em um espaço em que me dispo de pudores, vergonhas, e descrevo letra após letra o que manda meu coração. Sem falar da minha página pessoal que está completa de descrições, comunidades, fotos e depoimentos que explicitam quem faz e quem não faz parte da minha vida. Mas será que isso é tudo?
Eu sou o que ninguém vê. Sou minhas conversas com Deus antes de dormir, meus pensamentos mirabolantes que só eu penso, meus sonhos surreais e, porque não meus pesadelos. Sou a menina escondida dentro de um apartamento, ouvindo música, cantando como se estivesse em um palco. Sou minha camisola com ursinhos no fim da noite, o bom humor logo no início do dia, meu jeito alegre e estranho de conversar com meus cachorrinhos. Sou as gargalhadas com minha melhor amiga que mora a 1.660km de mim, sou minha falta de vergonha ao dançar toda errada em uma festa.
Sou os cremes que lotam o meu armário dedicado à beleza e também a falta de vontade de ir para a academia. Sou a minha pouca intimidade com as tarefas domésticas. Sou a minha lerda mania de fixar os olhos em algum ponto e desligar do mundo. Sou o meu celular sempre descarregado e o MSN sempre ausente. Sou a minha dúvida constante. Sou o afastamento de colegas e afins que falam de mim e da minha maneira de me relacionar mais do que devem ou sabem. Sou minhas respostas, minhas contradições, meus medos, minhas angústias, meus sentimentos. Sou minha insônia do domingo para a segunda-feira.
Sou milhares de infinitos detalhes que seria incapaz de citar aqui, mas principalmente: sou minha ânsia em manter ocultas as minhas peculiaridades mais banais. Aquelas que muitas vezes aguçam a curiosidade, mas não tem utilidade alguma aos amigos voyers. Eu sou a janela do meu quarto sempre fechada as filmadoras, binóculos e olhos de vizinhos carentes da aventura de viver suas próprias vidas.
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